Ecoansiedade: o impacto das mudanças climáticas na saúde emocional

O adoecimento do planeta ecoa em nossas emoções.

Ecoansiedade

As mudanças climáticas não são apenas uma questão ambiental: elas reverberam diretamente em nossas vidas, afetando corpo, mente e emoções. Quando o planeta sofre, nós também sofremos. Ondas de calor, enchentes e secas prolongadas não apenas comprometem recursos vitais como a água, mas também despertam sentimentos de ansiedade, insegurança e estresse. No dia 22 de março, celebramos o Dia Mundial da Água — uma oportunidade valiosa para refletirmos sobre como o equilíbrio da Terra está diretamente ligado ao nosso equilíbrio físico, mental e espiritual. Afinal, quando o planeta adoece, nós também adoecemos.

Somos todos um

No documentário Quantas pessoas podem viver no planeta Terra, o naturalista britânico David Attenborough diz:

Parece-me que a compreensão do mundo natural é crucial para todos nós – afinal, dependemos dele para nossa alimentação, para o ar que respiramos e, alguns diriam, para nossa própria sanidade.

A interconexão entre todas as coisas é inegável: somos parte de um mesmo sistema vivo, em que o equilíbrio da Terra reflete diretamente em nosso próprio equilíbrio físico, mental e espiritual. Quando os ciclos naturais se rompem e o ambiente se fragiliza, sentimos em nosso corpo e em nossas emoções os efeitos desse desequilíbrio. Surge, então, a chamada ecoansiedade — o medo e a angústia diante da possibilidade de catástrofes ambientais — que traduz de forma clara como o adoecimento do planeta reverbera em nossa saúde emocional.

De fato, pesquisas científicas demonstram que eventos climáticos extremos — como enchentes, queimadas e ondas de calor — estão diretamente associados ao aumento de sintomas de ansiedade, estresse e depressão.

No Brasil, um levantamento realizado pelo Instituto Cactus em parceria com a AtlasIntel revelou que 42% dos brasileiros já sentiram impactos emocionais relacionados às mudanças climáticas, enquanto 74,3% afirmam ter vivenciado diretamente algum evento climático extremo. Esse fenômeno, que normalmente afeta mais as mulheres, é conhecido como ecoansiedade, termo que descreve o medo crônico e a angústia diante da possibilidade de catástrofes ambientais.

Além disso, em escala global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que as mudanças climáticas intensificam fatores de risco sociais e ambientais para problemas de saúde mental, como insegurança alimentar, deslocamentos forçados e desastres naturais. Por essa razão, a OMS recomenda que governos integrem a saúde mental às políticas de adaptação climática. Paralelamente, a ONU destaca que jovens são particularmente vulneráveis ao estresse climático, enfrentando desafios emocionais que se somam a desigualdades sociais e econômicas.

A água como recurso vital e emocional

A água, elemento essencial para a vida, é um dos recursos mais ameaçados pelas alterações climáticas. Secas prolongadas e enchentes intensas não apenas comprometem o abastecimento e a qualidade da água, mas também geram insegurança emocional nas populações afetadas. Assim, a percepção de escassez ou risco hídrico está associada a sentimentos de impotência e preocupação constante, impactando diretamente o bem-estar coletivo.

A água nos Florais de Bach

Nos florais de Bach, a água ocupa um papel fundamental: é o veículo que transmite as qualidades sutis das flores e elementos naturais. Entre as 38 essências, Rock Water se destaca por ser preparada exclusivamente com água pura, proveniente das profundezas da terra.

Diferente das demais essências, Rock Water não deriva de flores, mas da própria água. Ela simboliza pureza, flexibilidade e capacidade de adaptação. É indicada para pessoas que tendem a ser rígidas consigo mesmas, buscando perfeição e disciplina excessiva. Sua principal qualidade é trazer fluidez, abertura e suavidade, lembrando que, assim como a água, nossas emoções podem se transformar e encontrar novos caminhos.

Portanto, ao refletirmos sobre o Dia Mundial da Água, Rock Water nos inspira a reconhecer a importância da água não apenas como recurso físico, mas também como fonte de equilíbrio emocional e espiritual.

O que você pode fazer na prática

Adotar pequenas atitudes sustentáveis ajuda não apenas o planeta, mas também reduz a ecoansiedade ao fortalecer o senso de propósito e pertencimento. Veja algumas ações práticas:

  • Reduza o consumo de água: feche a torneira ao escovar os dentes e reutilize água sempre que possível.
  • Prefira meios de transporte sustentáveis: caminhar, pedalar ou usar transporte coletivo diminui a emissão de gases e aumenta o bem-estar físico e emocional.
  • Cultive plantas e áreas verdes: o contato com a natureza é comprovadamente benéfico para reduzir estresse e ansiedade.
  • Participe de iniciativas comunitárias: engajar-se em projetos ambientais fortalece vínculos sociais e gera esperança coletiva.
  • Pratique o consumo consciente: escolhas responsáveis reduzem impactos ambientais e trazem sensação de controle diante da crise climática.

Conclusão

Em resumo, o equilíbrio emocional está profundamente ligado ao equilíbrio ambiental. Ao nutrirmos práticas sustentáveis e respeitarmos a água como fonte de vida, também cultivamos resiliência e bem-estar interior.

Referências

  • Instituto Cactus & AtlasIntel (2023) – Pesquisa sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde mental dos brasileiros.
  • Organização Mundial da Saúde (OMS)Mental health and climate change: policy brief. Relatório sobre saúde mental e mudanças climáticas, que enfatiza a relação entre desastres naturais, insegurança alimentar e deslocamentos forçados com o aumento de riscos psicológicos.
  • Organização das Nações Unidas (ONU)World Youth Report on Climate Change. Relatórios sobre juventude e clima. O documento aponta que jovens são especialmente vulneráveis ao estresse climático e à ecoansiedade, devido à combinação de riscos ambientais e desigualdades sociais.

Este conteúdo foi desenvolvido com base em pesquisas atuais e recursos tecnológicos, cuidadosamente revisado pela equipe da Healing Florais.

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