Entre Florais, Sentidos e Signos: A Escuta Profunda de Si

Harmonia entre corpo, alma e espírito

Livro Os 12 Portais

 A aconselhadora biográfica, terapeuta floral e fonoaudióloga Eliana Leite Praça propõe em “Os 12 portais” uma jornada singular de autoconhecimento e transformação.  A obra integra os Florais de Bach, os Sentidos Humanos e os Signos do Zodíaco em uma abordagem terapêutica e simbólica que busca harmonizar corpo, alma e espírito.  Nesta entrevista, a autora fala sobre as inspirações do livro, os fundamentos de sua proposta e os caminhos que podem levar a uma escuta mais profunda de si mesmo.

Eliana, como nasceu a ideia de escrever os 12 portais

A ideia de escrever o livro “Os 12 portais” nasceu da convergência entre a minha trajetória de vida – buscando compreender e significar a minha própria biografia – e a minha prática em consultório – buscando compreender os caminhos do desenvolvimento humano.  Ao longo de muitos anos, acompanhando pessoas em seus processos de cura, como fonoaudióloga, terapeuta biográfica e terapeuta floral, percebi que os desafios que enfrentamos são físicos, emocionais e espirituais que sempre revelam oportunidades de crescimento interior.

Foi dessa percepção que surgiu o desejo de criar um caminho capaz de integrar diferentes saberes que sempre fizeram parte da minha caminhada:  a visão antroposófica do ser humano principalmente no que diz respeito aos sentidos e aos signos do zodíaco e a sabedoria dos florais de Bach. Na verdade, mais do que transmitir conceitos, eu quis oferecer ao leitor uma experiência em que cada portal representa uma etapa de transformação, um convite ao autoconhecimento e ao despertar de novas possibilidades.  Por isso,  o livro convida à reflexão, à escrita profunda de si mesmo e ao encontro com aquilo que pede cura e desenvolvimento em cada fase da vida

Os 12 portais nasceu, portanto, desse meu desejo de compartilhar um caminho que eu mesma percorri e continuo percorrendo:  um caminho de escuta, consciência  e reconexão com a essência humana,  na esperança de que cada leitor encontre, em sua própria jornada, a coragem de atravessar seus portais e transformar desafios em oportunidades de crescimento.

O subtítulo do livro fala em integração entre florais de Bach, sentidos humanos e signos do zodíaco.  Como essas três dimensões se conectam?

Essas três dimensões se conectam porque, em conjunto, descrevem o caminho pelo qual o ser humano percebe o mundo, desenvolve sua consciência e busca restaurar seu equilíbrio interior.  No meu livro “Os 12 portais” essas três dimensões não são três temas independentes, mas três linguagens que falam sobre o mesmo processo de transformação.

Os 12 sentidos humanos descritos pela antroposofia são portais de encontro consigo mesmo, com o outro e com o mundo, onde cada um constrói sua experiência, aprende a criar vínculos e desenvolve sua individualidade. Os signos do zodíaco representam arquétipos ou qualidades universais que expressam diferentes etapas, potenciais de desenvolvimento humano e revelam virtudes que podem ser cultivadas ao longo da biografia. Os florais de Bach oferecem um recurso para harmonizar os estados emocionais que dificultam a manifestação dessas virtudes. 

Desse modo o subtítulo: “Um caminho de autoconhecimento e cura integrando os Florais de Bach, os Sentidos Humanos e os Signos do Zodíaco” expressa a ideia de que a cura acontece pelo desenvolvimento consciente de cada um que harmoniza corpo, alma e espírito para sua expressão no mundo.

O que representam “Os 12 portais” mencionados no título?

Os 12 portais representam 12 etapas de desenvolvimento interior. 

Cada portal é um convite para:

  • revisitar acontecimentos da própria biografia; 
  • atravessar  com mais presença aspectos essenciais da própria biografia,
  • reconhecer desafios e padrões emocionais;
  • despertar qualidades necessárias para atuação no mundo;
  • cultivar virtudes que promovam crescimento e cura.

Cada portal não é apenas um tema de estudo, mas uma experiência de transformação e integração dessas três dimensões: sentidos, zodíaco e florais que ressignificam padrões emocionais e favorecem o cultivo da alma para uma vida com mais atenção e propósito.

A proposta central do  livro é, portanto, mostrar que cada etapa da vida pode se tornar um portal de transformação,  quando compreendida à luz dos sentidos humanos, das qualidades zodiacais e das essências de Bach.

O livro fala sobre os ritmos da natureza e os ciclos da vida. Por que essa conexão é tão importante atualmente?

Entendo ser uma conexão especialmente importante já que vivemos uma época em que nos distanciamos muito da percepção dos ritmos naturais.  Vivemos em uma sociedade marcada pela aceleração, pelo excesso de informações e pela busca de resultados imediatos. Mas, somos seres rítmicos –  respiramos,  o coração pulsa, alternamos sono e vigília, passamos por fases da infância, juventude, maturidade e velhice. A vida acontece em ciclos, e não em linha reta. Há momentos de expansão, mas também de pausa, recolhimento e transformação. Quando nos afastamos desses ritmos tendemos a nos desconectar e a desequilibrar física, emocional e espiritualmente.

O meu livro é também um convite a desacelerar, observar os ciclos da vida, respeitar o tempo de cada transformação e perceber que cada fase possui um significado. Assim, os 12 portais tornam-se um caminho para viver de forma mais consciente, integrada e em sintonia com as leis da natureza e do desenvolvimento humano.

A senhora descreve a obra como uma “mandala viva”. O que significa essa imagem?

A imagem de uma “mandala viva” sugere um caminho em que todas as partes se relacionam dinamicamente. Diferentemente de um percurso linear, em que há um começo, meio e fim rígidos, a mandala representa um todo organizado em torno de um centro, no qual cada elemento tem significado próprio e, ao mesmo tempo, complementa os demais.

Os 12 portais formam um círculo de desenvolvimento onde cada portal corresponde a uma etapa, uma qualidade da alma e um convite ao autoconhecimento, onde o centro da mandala é o próprio ser humano.  Sugiro diferentes linguagens que iluminam a mesma jornada interior.  E é “viva” porque acompanha os ciclos da vida. Ao revisitar um portal em diferentes momentos da existência, a experiência nunca é exatamente a mesma.  A pessoa mudou, sua biografia amadureceu, o significado daquele portal também se transformou revelando novas conexões e conduzindo o leitor pouco a pouco, a uma compreensão mais profunda de si mesmo e de seu lugar nos ciclos da natureza e da existência.

Como a experiência como aconselhadora biográfica, terapeuta floral e fonoaudióloga influenciou a construção do livro?

A experiência como aconselhadora biográfica, terapeuta floral e fonoaudióloga influenciou profundamente a construção do meu livro “Os 12 portais” porque faz com que os conceitos não sejam apresentados apenas como ideias teóricas, mas como conhecimentos vividos e observados na prática clínica.

Como fonoaudióloga desenvolvi um olhar atento para a comunicação, a expressão dos sentimentos e a forma como corpo, emoção e linguagem estão interligados.  Esse olhar ampliou a compreensão de que muitos desafios humanos se manifestam tanto na fala e na comunicação quanto na maneira de perceber o mundo pelos sentidos.

A atuação como terapeuta, por sua vez, trouxe a experiência de acompanhar processos de transformação ao longo do tempo.  Essa vivência permite reconhecer padrões emocionais recorrentes, momentos de crise, potenciais de desenvolvimento e caminhos de cura. Por isso, o livro integra diferentes abordagens –  os florais de Bach,  os sentidos humanos e os signos do zodíaco – como ferramentas complementares para favorecer a autoconsciência.

A minha experiência profissional confere ao livro um caráter ao mesmo tempo científico, terapêutico e humano em que  os conteúdos dialogam com a prática clínica,  mas também com a dimensão espiritual e emocional do ser humano,  oferecendo uma proposta integrativa de cuidado e desenvolvimento pessoal

A obra propõe uma forma de “escrita profunda de si mesmo”.  O que essa expressão significa?

A escrita da biografia permite organizar pensamentos, integrar emoções e criar um diálogo entre o que vivemos, quem somos hoje e quem estamos nos tornando. É um exercício de presença que possibilita olhar para a própria biografia com sinceridade e acolhimento, reconhecendo acontecimentos, desafios, conquistas e aprendizados; acolhendo sentimentos que muitas vezes permanecem silenciosos; reconhecendo padrões, potenciais e identificando tanto as feridas que pedem cuidado como as virtudes que desejam florescer.  Assim, a “escrita profunda de si mesmo” é um dos portais para cura e o autoconhecimento – um caminho que revela a essência, clareia aspectos importantes da biografia e se transforma em escuta profunda de si.

O livro propicia essa reflexão biográfica relacionada a esses já mencionados pilares: os florais de Bach, os sentidos humanos e os signos do zodíaco a que cada leitor se reconheça como autor consciente de sua própria jornada.

Que papel os Florais de Bach desempenham nesse processo de autodesenvolvimento?

Os Florais de Bach não aparecem apenas como um recurso terapêutico para aliviar sintomas emocionais. 

Eles deixam de ser uma terapia complementar e tornam-se companheiros de uma jornada de consciência.  Eles ajudam o leitor a clarear e reconhecer os desafios de sua biografia despertando as virtudes que conduzem ao crescimento interior. Eles constituem um fio condutor do processo de auto desenvolvimento,  ajudando o leitor a reconhecer,  compreender e transformar aspectos profundos de si mesmo. O autodesenvolvimento acontece quando o ser humano transforma suas experiências em conhecimento de si e em força para sua evolução,  integrando pensamento, sentimento e vontade. As essências florais possibilitam esse processo de reconexão com a própria essência, permitindo que a pessoa expresse seus dons e viva de forma mais autêntica.

O livro dialoga tanto com a tradição quanto com a sensibilidade contemporânea.  Como equilibrar esses dois aspectos?

A tradição ou os arquétipos permanecem vivos até hoje justamente porque falam de aspectos universais da alma humana. O que muda é a forma de acessá-los.  No livro, eu procuro ter uma linguagem acolhedora, reflexiva e prática permitindo que a sabedoria ancestral – encontrada nos arquétipos zodiacais e das plantas -se torne uma experiência transformadora e significativa para o ser humano de hoje.  Em vez de apresentar ensinamentos como verdades prontas, o convite é para fazer uma experiência consigo mesmo por meio da observação e da vivência interior. Esses conhecimentos apresentados no livro oferecem um mapa profundo do desenvolvimento humano, construído ao longo dos tempos que reúne símbolos, imagens e ajudam a compreender o desenvolvimento humano. Já a sensibilidade contemporânea convida cada pessoa a percorrer esse mapa de maneira livre, valorizando a experiência pessoal, a escuta interior, a escrita autobiográfica e o autoconhecimento. Não é o caso

do leitor aceitar conceitos antigos, pelo contrário, é um incentivo para que esses conceitos sejam vivenciados, questionados e integrados à sua realidade atual e que ele possa constatar que a sabedoria do passado continua fértil quando encontra o olhar consciente e sensível do presente.

Quais transformações ou impactos a senhora espera despertar nos leitores?

Como já disse, a leitura de “Os 12 portais” busca despertar uma transformação que vai além da aquisição de conhecimentos. O livro deseja instigar cada leitor a fazer perguntas  essenciais sobre sua própria existência e se tornar  protagonista da própria jornada de autoconhecimento, reconhecendo sua biografia como um caminho de aprendizado, cura e evolução.  Ao atravessar simbolicamente cada portal, poder sentir-se chamado a reconhecer suas sombras, acolher suas potencialidades e descobrir que a verdadeira transformação acontece quando o autoconhecimento se torna uma prática viva, refletida nas escolhas e na forma de viver.

Para quem “Os 12 portais” foi escrito?

Eu escrevi o livro “Os 12 portais” para pessoas que sentem o chamado para uma jornada de autoconhecimento e transformação interior. É especialmente voltado para quem deseja compreender a alma humana e a própria biografia; reconhecer os padrões de vida e desenvolver suas potencialidades de forma consciente. É também um livro que dialoga com terapeutas, educadores, profissionais de saúde que desejam ampliar sua compreensão do ser humano.

Para todo e qualquer indivíduo que estiver atravessando momentos de transição, crise ou busca de sentido e desejar transformar desafios em oportunidades de crescimento.

O meu desejo é que a partir da leitura de “Os 12 portais” aconteça o encontro consigo mesmo,  favorecendo o despertar de virtudes, a compreensão dos próprios ciclos e o cultivo de uma vida mais consciente e plena de propósito.

Você pode encontrar o livro Os 12 Portais na loja da Healing.

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