Como anda a nossa tolerância?

Com a ajuda dos Florais de Bach, podemos tomar posições mais tolerantes e abertas à diversidade

Vivemos num mundo dividido. Há tanta intolerância por aí que o resultado, nas mais diferentes esferas da vida, tem sido a polarização de opiniões e discordâncias imediatas, sem chance alguma para a reflexão. Qual a relação desse cenário atual com os Florais de Bach?, indaga o herbalista inglês, Julian Barnard, fundador da Healing Herbs Essências Florais.

O estudioso do legado do Dr. Bach é certeiro ao nos colocar no centro desse debate. Se algo nos incomoda tanto em alguém a ponto de nos causar aversão, o que isso diz sobre nós?

“É bem mais fácil enxergar as coisas nas outras pessoas do que em nós mesmos. As questões relacionadas à tolerância e à intolerância precisam ser compreendidas, antes de tudo, em nós”, propõe Julian.

No ensaio “Liberte-se”, que integra o livro Coletânea de Escritos de Edward Bach, o médico e herbalista inglês ensina: “Para ganhar liberdade, doe liberdade”.

Dr. Bach é enfático. Em hipótese alguma, devemos controlar, dominar ou influenciar em demasia a vida de outra pessoa. Quando fazemos isso, nossa vida se desagrega, pois desviamos a energia do nosso próprio crescimento e direcionamos nossos esforços para que o outro seja aquilo que achamos que ele tem que ser.

A essência Vervain é de grande ajuda. Ela nos auxilia a desenvolver a tolerância, no sentido de abdicarmos do papel de “donos da verdade” e deixarmos as pessoas e as situações serem o que são: diversas, multifacetadas e, muitas vezes, discordantes. Não precisamos concordar com tudo para conviver bem com aqueles que nos cercam, certo?

Segundo Julian, algumas perguntas fundamentais devem guiar a nossa autoanálise para que possamos saber como anda a nossa tolerância. No que eu acredito? Como eu me relaciono com os outros? Onde estão os limites entre a obediência e o controle? E a exploração de novas descobertas e ideias?

Outros três florais lidam diretamente com a intolerância. Em comum, destaca Julian, eles trazem luz para a compreensão de nós mesmos e do mundo: Rock Water, Beech e Holly.

Rock Water: “Quando a gente se encontra num estado Rock Water, acha que é a lição que o mundo precisa aprender”, observa Julian. Ao nos aferrarmos a um conjunto de ideias, é bem provável que nos tornemos intolerantes em relação àqueles que não acreditam nas mesmas coisas.

No entanto, podemos aprender com esta essência a nos manter abertos e curiosos para assimilar outros universos. “Parte essencial de todos os florais, a água que brota das nascentes é pura e emerge do breu para a luz. É como um recém-nascido saindo da escuridão do útero para a nova vida, cheio de curiosidade para aprender coisas novas”, compara Julian.

Beech: Esta árvore cresce rapidamente em direção à luz e sua copa absorve toda a luminosidade disponível. Com isso, nada consegue crescer embaixo dela. “Este remédio é indicado para aqueles que precisam enxergar o que está ao redor, que precisam desenvolver mais tolerância e compreensão em relação aos que são diferentes deles”, afirma Julian.

Em geral, são pessoas excessivamente críticas, que estão sempre apontando os erros e os defeitos dos outros, ao invés de tentarem compreender o que se passa dentro delas. Elas se comportam assim, reflete Julian, devido a algum trauma mal resolvido. “A falta de luz no bosque de Beech representa a falta de amor e cuidado numa área mais profunda dentro do ser”.

Holly: Esta planta consegue sobreviver com pouca luz. É, portanto, um remédio para a negatividade, a raiva e os sentimentos sombrios que se acumulam dentro do coração quando cultivamos a intolerância, o que pode desencadear uma série de doenças.

Segundo Julian, o caminho de cura é trazer luz para essas áreas, já que as folhas verdes da Holly refletem os raios do sol. “Quando tomo esse floral, estou introduzindo esse tipo de energia dentro do meu ser. A maneira de sair da intolerância, que é o estado da Holly, é reanimar e trazer de volta a luz”.

Há ainda outros florais que se relacionam com a intolerância:

Impatiens: Sou tão certo da minha missão na vida que tiro todo mundo da frente para seguir pelo meu caminho. A intolerância se manifesta na atitude: Não estou interessado em você e sim no que eu tenho que fazer.

Chicory: Quando alguém está num estado mental Chicory, quer que o outro faça aquilo que ele deseja.

Vine: Meu senso de ter que dominar e controlar é tão preponderante, que não aceito nada que não seja aquilo que eu acho certo.

Water Violet: A intolerância é tal que a pessoa não quer nem ver o outro, quer distância para não fazer parte do mundo da pessoa que lhe causa aversão.

Por outro lado, ser tolerante demais pode ser um problema em si. Conheça alguns florais para estes casos:

Centaury: Quando estamos tão interessados em ajudar os outros que não questionamos se é adequado fazermos tanto.

Cerato: A falta de certezas próprias acaba nos causando problemas, pois nos moldamos às situações e aos outros em detrimento da nossa Essência.

Larch: Esta árvore sobrevive porque é capaz de tolerar ventos muito fortes, uma vez que se dobra em face dessa condição climática. É um remédio para a falta de confiança e pode ser relacionado ao excesso de flexibilidade.

Para o topo